sexta-feira, 26 de outubro de 2018


EU AMO ESSA: LEGENDS OF TOMORROW

É coisa de herói né gente, coisa de herói tem um lugar especial no meu coração. Comecei a assistir com o mozão e xonei. Deus, como eu amei, desde o primeiro episódio. E foi ai que eu descobri que muitos não gostam dela.
Por que meu Deus, por quê...?
A série que pertence ao Arrowerse (Arrow, Flash , Super Girl e a já anunciada Batwoman) tem os personagens de segunda base da DC que já começa no ano de 2166 quando o vilão Vandal Savage (que já apareceu em Flash) tá pra trazer o caos total e a destruição da humanidade enquanto o mestre do tempo Rip Hunter tenta resolver por si só as coisas. Do futuro, vamos para 150 anos no passado aonde ele convoca entre bandidos e vilões um time excepcional.
Antes de falar qualquer coisa aqui, tenho que admitir que estou há séculos na primeira de Arrow, vi a terceira de Flash e não vou assistir Super Girl. Ou seja, haja spoiler pra tomar. E é muito. Muito mesmo: gente que morreu, gente que era inimigo, agora está do lado da justiça, enfim, tem que dar uma olhadinha nessas séries por conta de spoiler e pra não ficar tão perdida. A minha sorte é que mozão manja dessas séries e me dá um suporte, na falta de mozão procure o nerd mais próximo, se no mais tudo falhar, GOOGLE, esse aí não falha.
A série é muito bem escrita, as viagens no espaço / tempo são maravilhosas e quando até a nave é uma personagem, não tem como dar errado.
Outro ponto importante é que a caracterização de quando eles viajam no tempo é algo teatral, bacana de tão simples, mas muito bem feito. Os efeitos especiais vem em constante melhora, até porque um filme, uma produção maior com mais orçamento, tem mais tempo and dinheiro  do que uma série que tem capítulos semanais a se cumprir e tem que ter “altos” efeitos especiais. Ao menos é honesto e não compromete nem um pouco a trama, que aliás tem mérito total do elenco. Que diante de histórias muito das bacanas como as já faladas viagens no tempo, heróis incríveis, personagens da história, acontecimentos tem uma história  inteligente que coloca todos como protagonistas e trabalhando para que funcione.
Tem umas atuações caricatas? Claro que tem! Brandon Routh (Ray Palmer\ Átomo) chegou perto de convencer como ator em Superman-O Retorno, de resto sempre fez as coisas com a mesma cara e mesmos trejeitos que no caso da série já casam com o personagem e a gente releva por que está se esforçando e não está conseguindo mas mesmo assim é bom. Como isso? Não sei, funciona na tela. E sem contar que ele tá sempre de personagem de alguma história nerd: Superman, Dylan Dog, Scott Pilgrim... O cara tem se especializado. Franz Drameh (Nuclear) precisou chorar em uma certa cena e não passou nenhuma veracidade e Maisie Richarson-Sellers (Vixen) com aquela cara de quem ainda não sabe o que está fazendo, o que fica menos pior na terceira temporada completa do time dos “canastrões que amamos”. Tem uma coisa que eu noto com muita frequência é os moles que a equipe de produção dá com os dublês na cena de luta, principalmente nas da Canário Branco (Caity Lotz): dá pra ver nitidamente por conta do cabelo muito diferente da atriz. Mas numa pesquisa aqui para escrever, ela é praticante de artes marciais desde cedo além de ser bailarina. O crescente da personagem é a olhos vistos e muito bom porque temos uma personagem bissexual e do sexo feminino como capitã de uma equipe. As histórias são cheias de piadas e referências, pois temos dois super nerds: Átomo e Gládio (Nick Zano).
Os episódios em voltamos  na infância de Ray Palmer e outro em que se depara com um grande cineasta que a carreira quase vai por água abaixo por causa das Lendas. São  alguns dos meus prediletos.
A série é inteligente e bem articulada e não tem momentos de marasmo, a todo momento está acontecendo alguma coisa mesmo nos diálogos. Luz, fotografia e ângulos são artifícios bem usados para que agradável aos olhos.
Os crossovers são um espetáculo a parte, mesmo tendo que assistir um episódio de cada série pra depois voltar pra Legends (mesmo ficando perdida) são muito bem construídos. O da terceira temporada envolvendo a Terra 53 é incrível. Até porque tem a volta de Snart (Went Worth) repetindo a dobradinha de sucesso com Dominic Purcell (Mike Rory/ Heat Wave) de Prision Break. Aliás esse último é o responsável por momentos ótimos na série além de ter um episódio familiar que é bem legal. Não só com Snart, mas Rory atormenta a tripulação inteira da Waverider. Mas está ótimo no personagem. Snart soa afetado e dá tudo ao personagem, até um olhar característico marcante. O cara se dedica.
Em verdade, em verdade não existe nos quadrinhos nenhuma série com o nome de Legends Of Tomorrow, a DC entre 1998 e 2001 publicou uma antologia com o nome Legends of the DC universe com histórias separadas de diversos personagens da editora.
CW está fazendo um ótimo trabalho trazendo esses heróis. Estou na terceira, sigo apaixonada e não me lembro de tédio ou de um episódio ruim. É muito bom. Vale a pena conferir.
“Don’t call us heroes, we are legends”.


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