EU AMO ESSA: LEGENDS OF TOMORROW
É coisa de herói né gente, coisa de herói tem um lugar
especial no meu coração. Comecei a assistir com o mozão e xonei. Deus, como eu
amei, desde o primeiro episódio. E foi ai que eu descobri que muitos não gostam
dela.
Por que meu Deus, por quê...?
A série que pertence ao Arrowerse (Arrow, Flash , Super Girl
e a já anunciada Batwoman) tem os personagens de segunda base da DC que já
começa no ano de 2166 quando o vilão Vandal Savage (que já apareceu em Flash)
tá pra trazer o caos total e a destruição da humanidade enquanto o mestre do
tempo Rip Hunter tenta resolver por si só as coisas. Do futuro, vamos para 150
anos no passado aonde ele convoca entre bandidos e vilões um time excepcional.
Antes de falar qualquer coisa aqui, tenho que admitir que
estou há séculos na primeira de Arrow, vi a terceira de Flash e não vou
assistir Super Girl. Ou seja, haja spoiler pra tomar. E é muito. Muito mesmo:
gente que morreu, gente que era inimigo, agora está do lado da justiça, enfim,
tem que dar uma olhadinha nessas séries por conta de spoiler e pra não ficar
tão perdida. A minha sorte é que mozão manja dessas séries e me dá um suporte,
na falta de mozão procure o nerd mais próximo, se no mais tudo falhar, GOOGLE,
esse aí não falha.
A série é muito bem escrita, as viagens no espaço / tempo
são maravilhosas e quando até a nave é uma personagem, não tem como dar errado.
Outro ponto importante é que a caracterização de quando eles
viajam no tempo é algo teatral, bacana de tão simples, mas muito bem feito. Os
efeitos especiais vem em constante melhora, até porque um filme, uma produção
maior com mais orçamento, tem mais tempo and dinheiro do que uma série que tem capítulos semanais a
se cumprir e tem que ter “altos” efeitos especiais. Ao menos é honesto e não
compromete nem um pouco a trama, que aliás tem mérito total do elenco. Que
diante de histórias muito das bacanas como as já faladas viagens no tempo,
heróis incríveis, personagens da história, acontecimentos tem uma história inteligente que coloca todos como
protagonistas e trabalhando para que funcione.
Tem umas atuações caricatas? Claro que tem! Brandon Routh
(Ray Palmer\ Átomo) chegou perto de convencer como ator em Superman-O Retorno,
de resto sempre fez as coisas com a mesma cara e mesmos trejeitos que no caso
da série já casam com o personagem e a gente releva por que está se esforçando
e não está conseguindo mas mesmo assim é bom. Como isso? Não sei, funciona na
tela. E sem contar que ele tá sempre de personagem de alguma história nerd:
Superman, Dylan Dog, Scott Pilgrim... O cara tem se especializado. Franz Drameh
(Nuclear) precisou chorar em uma certa cena e não passou nenhuma veracidade e
Maisie Richarson-Sellers (Vixen) com aquela cara de quem ainda não sabe o que
está fazendo, o que fica menos pior na terceira temporada completa do time dos
“canastrões que amamos”. Tem uma coisa que eu noto com muita frequência é os
moles que a equipe de produção dá com os dublês na cena de luta, principalmente
nas da Canário Branco (Caity Lotz): dá pra ver nitidamente por conta do cabelo
muito diferente da atriz. Mas numa pesquisa aqui para escrever, ela é
praticante de artes marciais desde cedo além de ser bailarina. O crescente da
personagem é a olhos vistos e muito bom porque temos uma personagem bissexual e
do sexo feminino como capitã de uma equipe. As histórias são cheias de piadas e
referências, pois temos dois super nerds: Átomo e Gládio (Nick Zano).
Os episódios em voltamos
na infância de Ray Palmer e outro em que se depara com um grande cineasta
que a carreira quase vai por água abaixo por causa das Lendas. São alguns dos meus prediletos.
A série é inteligente e bem articulada e não tem momentos de
marasmo, a todo momento está acontecendo alguma coisa mesmo nos diálogos. Luz,
fotografia e ângulos são artifícios bem usados para que agradável aos olhos.
Os crossovers são um espetáculo a parte, mesmo tendo que
assistir um episódio de cada série pra depois voltar pra Legends (mesmo ficando
perdida) são muito bem construídos. O da terceira temporada envolvendo a Terra
53 é incrível. Até porque tem a volta de Snart (Went Worth) repetindo a
dobradinha de sucesso com Dominic Purcell (Mike Rory/ Heat Wave) de Prision
Break. Aliás esse último é o responsável por momentos ótimos na série além de ter
um episódio familiar que é bem legal. Não só com Snart, mas Rory atormenta a
tripulação inteira da Waverider. Mas está ótimo no personagem. Snart soa
afetado e dá tudo ao personagem, até um olhar característico marcante. O cara
se dedica.
Em verdade, em verdade não existe nos quadrinhos nenhuma
série com o nome de Legends Of Tomorrow, a DC entre 1998 e 2001 publicou uma
antologia com o nome Legends of the DC
universe com histórias separadas de diversos personagens da editora.
CW está fazendo um ótimo trabalho trazendo esses heróis.
Estou na terceira, sigo apaixonada e não me lembro de tédio ou de um episódio ruim. É muito bom. Vale a pena conferir.
“Don’t call us heroes, we are legends”.
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