sexta-feira, 26 de outubro de 2018


Gran Finale- Sharp Objects

É aquele negócio né, nunca a série ou filme vai ficar igual ao livro. Mas Sharp Objects, se saiu muito bem em todos os sentidos. O ritmo da trama se manteve no clima do livro com o auxílio de um elenco harmonioso com seus personagens inclusive com os cenários.
As roupas de Adora, impecáveis em tons claros contrasta com as roupas de Camille já desgastadas e em tons escuros que parecem ter saídas de algum buraco, e as roupas da vida dupla de Amma, que alterna em ser uma  cópia de Adora tão louca e obsessiva quanto, e na  rua uma little bitch de marca  maior., E é numa dessas acompanhando as irmãs que chegamos ao clímax na série, aquele momento que toda a verdade será revelada e as crueldades de Adora,  se tornam algo real e que vem lá de trás do relacionamento que ela tinha com a mãe.
Na série optaram por omitir o fato que o casamento de Adora foi armado, pois ela era mãe solteira e inseriram  tanto quanto subentendido que acontece algo, ou o é só da parte do Xerife Bill Vickery ou apenas Adora que controla tudo e todos na cidade, inclusive as pessoas que merecem ou não atenção na cidade. Ela está em todos os lugares, é a figura regente na cidade. Após conversa com a melhor amiga da mãe, a ébria Jackie O’neill ( Elizabeth Perkins), as suspeitas de Camille a respeito de Adora se tornam cada vez mais menos suspeitas.
Tudo se concretiza quando depois de uma festança regada a drogas as duas chegam em casa e Adora se prontifica a cuidar da sua prole com todo amor e carinho que lhe é característico.
Muito xarope, muita lavação de roupa suja, uns puxões de cabelo e aquelas declarações mordazes a uma Camille completamente dopada na cama.
Aí parece que a coisa meio que acelera demais, diversos acontecimentos do livro que enriqueceriam ainda mais a trama não são mencionados.  Essa aceleração acaba meio que apagando o brilho do final que é tão incrível. Quando a série  meio que recomeça, as coisas parecem ter sido colocadas ali de forma muito subjetiva, quase como para se descobrir sozinho pelo telespectador, o que não é de todo ruim, para quem não  leu o livro é uma big surpresa e talvez  não fique tão ruim, mas para quem leu, fica  a sensação de que faltou algo, faltou um final com mais diálogo, mais ações. Ficou meio que vazio aquelas cenas desfocadas, a idéia de misturar o presente  com o passado é ótima mas poderia ter escolhido um momento para cada uma.
É como um vídeo clipe que tem momento certo para acabar e dar a sua mensagem. Talvez tenha sido o jeito de mostrar que a história não tinha acabado com o fim.
Terminamos meio atropelados como Camille, ouvindo seus pensamentos confusos entre a nova responsabilidade e a descoberta.
A cena pós créditos, recurso que a maioria dos filmes já usa, na série é uma grande sacada que apesar do corre corre do término, é super bem usado e dá aquele impacto que nos deixa de queixo caído com tudo aquilo que passou por nossos olhos e a ficamos ali com aquela revelação.
A série é incrível... Muito bem adaptada, apesar desse final que ficou meio fora do compasso do resto, tem uma direção muito eficiente de Jean-Marc Vallé (Big Little Lies). A história é muito mais que  “quem matou” – isso é superado todo o tempo.
Sharp Objects é como toda obra de Gillian Flynn, sobre o humano. Sobre mulheres quebradas em sua vida, que levam isso em suas rotinas, que vão de encontro às consequências de suas omissões, loucuras, amor, egocentrismo, dor, o que for. A autora fala ao centro do universo feminino quando deixa que suas personagens serem o que elas querem, sentir o que elas realmente estão sentindo. Elas são o que são. Camille é na pele o que ela é por dentro, tão forte para ir à cidade natal, mas fraca para ter medo da mãe e amar a irmã e ter medo de ir pra cama com um cara, enfim, Camille é a reunião de todas as mulheres que existem em nós em momentos da nossa vida.
Uma obra forte e interessante, Sharp Objects valeu cada episódio.


EU AMO ESSA: LEGENDS OF TOMORROW

É coisa de herói né gente, coisa de herói tem um lugar especial no meu coração. Comecei a assistir com o mozão e xonei. Deus, como eu amei, desde o primeiro episódio. E foi ai que eu descobri que muitos não gostam dela.
Por que meu Deus, por quê...?
A série que pertence ao Arrowerse (Arrow, Flash , Super Girl e a já anunciada Batwoman) tem os personagens de segunda base da DC que já começa no ano de 2166 quando o vilão Vandal Savage (que já apareceu em Flash) tá pra trazer o caos total e a destruição da humanidade enquanto o mestre do tempo Rip Hunter tenta resolver por si só as coisas. Do futuro, vamos para 150 anos no passado aonde ele convoca entre bandidos e vilões um time excepcional.
Antes de falar qualquer coisa aqui, tenho que admitir que estou há séculos na primeira de Arrow, vi a terceira de Flash e não vou assistir Super Girl. Ou seja, haja spoiler pra tomar. E é muito. Muito mesmo: gente que morreu, gente que era inimigo, agora está do lado da justiça, enfim, tem que dar uma olhadinha nessas séries por conta de spoiler e pra não ficar tão perdida. A minha sorte é que mozão manja dessas séries e me dá um suporte, na falta de mozão procure o nerd mais próximo, se no mais tudo falhar, GOOGLE, esse aí não falha.
A série é muito bem escrita, as viagens no espaço / tempo são maravilhosas e quando até a nave é uma personagem, não tem como dar errado.
Outro ponto importante é que a caracterização de quando eles viajam no tempo é algo teatral, bacana de tão simples, mas muito bem feito. Os efeitos especiais vem em constante melhora, até porque um filme, uma produção maior com mais orçamento, tem mais tempo and dinheiro  do que uma série que tem capítulos semanais a se cumprir e tem que ter “altos” efeitos especiais. Ao menos é honesto e não compromete nem um pouco a trama, que aliás tem mérito total do elenco. Que diante de histórias muito das bacanas como as já faladas viagens no tempo, heróis incríveis, personagens da história, acontecimentos tem uma história  inteligente que coloca todos como protagonistas e trabalhando para que funcione.
Tem umas atuações caricatas? Claro que tem! Brandon Routh (Ray Palmer\ Átomo) chegou perto de convencer como ator em Superman-O Retorno, de resto sempre fez as coisas com a mesma cara e mesmos trejeitos que no caso da série já casam com o personagem e a gente releva por que está se esforçando e não está conseguindo mas mesmo assim é bom. Como isso? Não sei, funciona na tela. E sem contar que ele tá sempre de personagem de alguma história nerd: Superman, Dylan Dog, Scott Pilgrim... O cara tem se especializado. Franz Drameh (Nuclear) precisou chorar em uma certa cena e não passou nenhuma veracidade e Maisie Richarson-Sellers (Vixen) com aquela cara de quem ainda não sabe o que está fazendo, o que fica menos pior na terceira temporada completa do time dos “canastrões que amamos”. Tem uma coisa que eu noto com muita frequência é os moles que a equipe de produção dá com os dublês na cena de luta, principalmente nas da Canário Branco (Caity Lotz): dá pra ver nitidamente por conta do cabelo muito diferente da atriz. Mas numa pesquisa aqui para escrever, ela é praticante de artes marciais desde cedo além de ser bailarina. O crescente da personagem é a olhos vistos e muito bom porque temos uma personagem bissexual e do sexo feminino como capitã de uma equipe. As histórias são cheias de piadas e referências, pois temos dois super nerds: Átomo e Gládio (Nick Zano).
Os episódios em voltamos  na infância de Ray Palmer e outro em que se depara com um grande cineasta que a carreira quase vai por água abaixo por causa das Lendas. São  alguns dos meus prediletos.
A série é inteligente e bem articulada e não tem momentos de marasmo, a todo momento está acontecendo alguma coisa mesmo nos diálogos. Luz, fotografia e ângulos são artifícios bem usados para que agradável aos olhos.
Os crossovers são um espetáculo a parte, mesmo tendo que assistir um episódio de cada série pra depois voltar pra Legends (mesmo ficando perdida) são muito bem construídos. O da terceira temporada envolvendo a Terra 53 é incrível. Até porque tem a volta de Snart (Went Worth) repetindo a dobradinha de sucesso com Dominic Purcell (Mike Rory/ Heat Wave) de Prision Break. Aliás esse último é o responsável por momentos ótimos na série além de ter um episódio familiar que é bem legal. Não só com Snart, mas Rory atormenta a tripulação inteira da Waverider. Mas está ótimo no personagem. Snart soa afetado e dá tudo ao personagem, até um olhar característico marcante. O cara se dedica.
Em verdade, em verdade não existe nos quadrinhos nenhuma série com o nome de Legends Of Tomorrow, a DC entre 1998 e 2001 publicou uma antologia com o nome Legends of the DC universe com histórias separadas de diversos personagens da editora.
CW está fazendo um ótimo trabalho trazendo esses heróis. Estou na terceira, sigo apaixonada e não me lembro de tédio ou de um episódio ruim. É muito bom. Vale a pena conferir.
“Don’t call us heroes, we are legends”.


domingo, 21 de outubro de 2018

Hype ou não hype? Eis a questão

O hype realmente é algo que divide opiniões: ou você fica doido para ver a razão do assunto ou te faz tomar birra e nem querer assistir.
Eu particularmente fico entre as duas opções acima. Tem coisa que eu acho que não vale nem a pena perder o pouco tempo que eu tenho para assistir séries e afins. Às vezes é só modinha mesmo. E nem tudo que é unânime é bom. Ou é. Depende dos olhos de quem vê.
Nesse hype de Riverdale, La Casa de Papel, Sierra Burguess is a loser, Para todos os Garotos que já amei, Os inocentes, American Horror Story, Elite tem coisas que realmente despertam a nossa atenção e outras que podemos ficar sem ver, por que, né? Não vai fazer a menor diferença. Ou você pode ser como eu e ser consumido por uma curiosidade mórbida e se dispor a assistir.
E hoje eu assisti Riverdale e comecei a assistir com os dois pés atrás. Já tinham me dito que era clichê, o lance de um monte de jovenzinhos de uma cidadezinha correndo atrás do próprio rabo com pano de fundo um crime, muito beijo, cenas quentes, garotas padrão  e o tal do Archie (KJ Apa) com aquela tintura horrorosa e sem camisa sempre quando pode (desculpa gente), a quantidade de canais de Youtubers que colocam o tempo todo o elenco, o que fazem, o que vestem, o que comem, como respiram de modo perfeito...
Mas aí veio o teaser (instigante no mínimo) de Chilling Adventures Of Sabrina que estreia no dia 26 de outubro no Netflix, tem os mesmos produtores de Riverdale e pertence ao mesmo universo da Archie Comics que eu fui assistir.
E não, eu não me arrependi. A série é muito bem feita. Na medida certa pra agradar mesmo. Pra ter fã. Pra ter zilhares de pessoas comentando o primeiro episódio e o season finale e todo mundo pular de alegria quando anunciam a terceira temporada.
Riverdale é essa gracinha mesmo. Os personagens transitam tranquilos na trama fazendo com que a gente se afeiçoe muito rápido e já escolha o seu preferido. O meu?
Eu fiquei morta de amores pela bitch que está tentando ser good bitch, Veronica (Camila Mendes), mas também gostei do Nancy Drew Meet O Médico e O Monstro de Betty Cooper (Lili Reinhart), mas fiquei mexida com a coisa metade má metade sofrida de Cheryl Blossom (Madelaine Pertsh). Esses personagens são, apesar de todo o clichê, muito bem construídos e abaixo de todas as camadas do que já conhecemos existem coisas da idade muito bem trabalhadas e inteligentes.
Aliás, temas pesados são super, estão lá: os pais abusivos, os problemas de escolher o futuro, de não ser o suficiente, as paixões e problemas. E os assuntos são tratados de forma muito real e são incorporados trama enriquecendo a série.
A série é adolescente mas trata com seriedade essa fase da vida  sem deixar de lado os crushes, desilusões, intrigas e rivalidade que fazem parte dessa fase da vida.
As locações são geralmente espaços pequenos que dão  aquela sensação de chuva que se passa do lado de fora, o lugar com mais espaço é o drive in e na cena em que é usado optam por fazer grandes takes, dos principais atores com os seus conflitos.
A série respeita quem for assistir, não tem nada que já não tenhamos visto, mas vale o hype. É isto. Vale sim. E o “quem matou e por que matou?” se encaixa perfeitamente nas subtramas fazendo que as coisas que acontecem ao mesmo tempo não fiquem emboladas e sigam o eixo da história central.
As atuações também são boas, os atores estão bem dirigidos e acertando o tom. Procurando dar características para se tornarem marcantes. A trilha sonora é incrível e o os figurinos de Cheryl e Veronica são esplendorosos. Fora a fotografia que é bem bacana.
A lição que fica é que você só vai saber se o hype vale a pena... Vendo. Só assim e só assim. E assistir sem pré-julgamentos (isso serve pra mim inclusive), assistir por que de repente o assunto te interessa e você pode descobrir mais alguma coisa para amar. Como eu descobri.
O clima de mistério e personagens problemáticas caíram no meu gosto me fazendo devorar a primeira temporada. Além de debater os temas, algo que eu achei muito bom é que as meninas estão diversas vezes se ajudando, aliás um episódio quando isso acontece é lindo. Fora o filho gay que é aceito e não é o gay idiota estereotipado, o estranho repudiado por todos... Essas diferenças trazem uma esperança que novas produções tragam mais coisas fora do que é visto. Sabemos da dificuldade da criação, mas um clichê se usado com inteligência, fazendo uso da realidade que temos hoje, conseguirá fazer o que são obrigações dessas produções: divertir e informar.
Fica a dica aí pra quem está lendo muito sobre mas ainda não teve coragem de clicar para ver. E se não gostar, tá okay também, ninguém é obrigado a nada e isso não te faz hater.
É para isso que essa diversidade de produções existem: para atender a diversidade de gostos.



Quando uma questão de empatia transcendeu a política em uma eleição


Se você é brasileiro e não foi buscar água em Marte está sabendo do assunto mais comentado do nosso país: as eleições. O negócio foi tão “brabo”, o pessoal está postando tanto nas redes sociais, que nem colocar fotinha de quando era criança o povo lembrou. Nem rolou aquele lance de ficar perdido sem saber quem é porque mudaram a foto.
A discussão está acirradíssima. As falácias pesadíssimas. Fake News e informações disputam com o  Facebook  o almoço de domingo, é a grande hashtag do momento. Tem gente que já está contabilizando os amigos e parentes que perderão até o Natal e já estão procurando quem resta para passar as festas de fim de ano.
O negócio é sério. É mais que uma hashtag. É o futuro de uma nação inteira, são nossas vidas, nossos amigos, nossa liberdade. Essa eleição transcendeu a política. Ainda é política, mas é de caráter moral. É uma eleição de votos estratégicos, que não adianta votar por afinidade política, é um voto que é secreto, mas não é individual. É um voto que dependendo como for é egoísta, assassino, preconceituoso e violento.
No domingo quando foi decidido o primeiro,  turno estava com meus amigos e meu namorado nos divertindo até o momento do anúncio dos candidatos que iriam para a disputa do próximo turno. Eu fiquei pretrificada com o resultado. Estava jogando The Godfather, um jogo que eu estava louca para jogar há séculos, mas quando eu vi que aquele senhor estava perto, aliás muito mais perto de ser nosso presidente, contra o PT que é o partido com a maior coleção de haters do país... Eu fiquei muito desesperada. Porque tudo eu conheço e amo vai sumir. Vai virar histórias contada por sobreviventes nas estradas ou vestígios que deixarem passar.
Até eu me pergunto às vezes se não estou sendo dramática demais, mas as coisas que ouvimos falar desse regime, as coisas que vimos nas escolas, os filmes, os livros e os depoimentos de pessoas que viveram essa época não podem deixar margem de dúvida de o quanto vai ser prejudicial para alguns grupos de pessoas quando isso acontecer.
Pessoas que eu nunca imaginei concordarem com as ideias daquele senhor o estão apoiando e eu fico muito sentida porque eram pessoas que eu tinha em mais alta conta e sempre admirei e não esperava que essa violência pregada por ele, embalada como transformar o Brasil, conseguisse atingir tantas pessoas.
Eu entendo. A gente tá passando por um merdelê enorme em nosso país e as pessoas estão cansadas de todo dia um roubo diferente na mídia feito por quem deveria nos representar. As pessoas estão cansadas de mentiras embutidas em planos de governos de partidos que roubam para si e para os outros.
Por isso esse repúdio ao PT. Eu particularmente não consigo defender o PT, mas agora é a hora de pensarmos no coletivo. Como temos lido nas redes de alguns: “se a gente votar no PT tem como irmos as ruas e fazer protesto, num governo fascista isso não será possível”. Eu sei que o PT cagou muitas coisas, mas por outro lado também acho que fez ótimas coisas. Provado. O que não pode nos cegar é trocar algo ruim pelo péssimo, ter nossa liberdade cerceada por um militar que acredita que se der uma porrada, tudo se transforma.
É porrada que você quer?
Viver com medo, sair com medo. Ser refém dele. Desculpa se eu estou sendo radical, mas quem apoia esse homem, que como dizem tem sido vítima de uma mídia suja que distorce tudo que ele diz, deve estar em dia com o padrão que ele diz defender. Se bem que eu acho que no final, até seus asseclas, sofrerão as consequências.
Quando eu vejo um nerd apoiando esse cara me dói, por que ele assistiu tantas coisas desse universo que são revolucionárias que prezam pela liberdade e não é possível que não aprenderam nada!
Será que eles pensam mesmo que um cara como aquele que trata negros como animais vai respeitar quem se veste de um personagem que nem existe? Eu tento entender mas isso vai além da minha compreensão e parecem estar todos sob uma hipnose fortíssima em que Fake News são verdades absolutas e grupos de whatsapp são a fonte mais confiável do mundo.
Amigos meus estão dizendo que quem vota nesse  homem tem um desvio de caráter muito grande, eu ainda não quero pensar assim quero ainda acreditar que nessa fé cega por um salvador da pátria as pessoas estejam se afastando do que é verdade , quero pensar que eles estão querendo o tal “meu partido é o Brasil” e não querem ver o que tá rolando e estão justificando o que ele fala como a última chance do Brasil melhorar. Mas eu confesso que já estou ficando p*** da vida. Já exclui alguns, e olha que eu já disse que cortar amizade não, mas avaliar as atitudes dessas pessoas sim Por que esse voto fala muito sobre os reais pensamentos desse alguém. Tem muita gente que fiquei com pé atrás. Fora o povo que quer causar e vive bostejando sobre esse senhor. Pior são aqueles que desmereceram os ataques ocorridos com algumas pessoas, alguns disseram que “nossa como de repente começaram os ataques né” ou “ a violência nunca existiu, começou tudo agora”.
A violência sempre existiu, sempre contra essas pessoas então é algo infelizmente rotineiro, mas quando um presidenciável legitima isso e diz que isso vai ser um dos modos como ele vai governar o país, essa violência ganha força e passe livre para acontecer.
“Ah, mas não é ele que está violentando as pessoas”.
“Ele não tem culpa”.
“Quando chegar lá ele não vai poder fazer nada, por que com certeza o senado não vai apoiá-lo”.
É o eleitorado dele que está fomentando isso, aos gritos de seu nome, dizendo que quando ele for eleito será possível fazer todas essas coisas, e ele tem culpa sim. Toda vez que ele fez aquele sinalzinho dos dedos com a arma, ele faz com que mais pessoas se sintam livres para fazer o que quiser com quem não lhes agrada.
E eu quero muito, muito acreditar nisso de que quando ele chegar lá o senado não vai lhe dar ouvidos. Mas dentro do meu coração eu acho super possível que o senado acate cada ordem achando que já foram permissivos demais com os brasileiros. Liberdade pra pensar demais, saca?
A questão não é mais política, é humana, é sobre vida ou morte. É sobre estarmos na rua e ser abordado por um exército que vai nos vigiar e nos limitar.
Deixando claro aqui que é a disputa entre ruim e o pior. O famoso se ficar o bicho pega, se correr o bicho come, não queria ter que votar entre nenhum dos dois. Nenhum dos dois me representa. Mas hoje, pela nossa integridade e de quem amamos é necessário tomar uma posição direta a nossos direitos.
Tempos tenebrosos nos aguardam e eu sei que terei de ser resistência, mas estou com medo, muito mesmo. Domingo estava com amigos queridos e pensei que tudo aquilo poderia acabar e ser só uma lembrança enquanto todos sofreremos em novos porões da velha ditadura.
Eu decidi lutar, fazer uma militância, no face, no insta, nos meus textos. Defender o que eu acredito sem me render. Inclusive contra o PT por que se o senhor Haddad chegar vitorioso ao fim desse episódio horrível de Black Mirror Brazil Edition eu vou cobrar dele, afinal políticos são nossos empregados e nos devem conta de tudo. Se possíveis já pagas.
Eu não vou aceitar nenhum tipo de reprimenda ou deboche com esse assunto tão sério. Estou tentando não ser extremista, mas está difícil. E também não quero os que são contra esse senhor sendo extremistas. Se defendam, defendam o que acreditam. Sejam resistência como puderem, com quem quiser ouvir.
Sejamos resistência. Mudaremos o mundo com coragem e amor